Inspiração: Minha inspiração surgiu ao pensar nas pinturas rupestres, os primeiros registros visuais da relação entre o ser humano e os animais. Há milhares de anos, nossos ancestrais eternizavam nas paredes das cavernas as espécies que faziam parte de seu cotidiano, criando uma memória coletiva da vida selvagem.
A partir dessa reflexão, surgiu uma pergunta: e se, no futuro, precisarmos registrar os animais que estamos perdendo da mesma forma?
Foi dessa inquietação que nasceu "Rupestre do Amanhã". Transformei a pele da onça-pintada em uma grande parede de caverna contemporânea, onde cada figura representa espécies extintas e registros humanos. A onça, símbolo da biodiversidade brasileira, torna-se a guardiã dessas memórias, sendo representada com rosto pintado como dos povos originário braseiro. Indígenas tem a onça pintada como símbolo guardião da floresta, dessa forma criei um conceito onde ela é retratada como guardiã carregando em seu corpo histórias dia animais já extintos no passado registradas em pinturas rupestres que são os primeiros registros artísticos da história.
Optei por uma linguagem inspirada na arte rupestre porque ela é universal, ancestral e atemporal. Com poucos traços, é capaz de contar histórias que atravessam milênios. Ao ocupar toda a superfície da escultura com esses símbolos, busquei criar uma obra que convida o público a se aproximar, descobrir cada animal e refletir sobre o impacto das ações humanas na natureza, pensando simultaneamente no passado e refletindo sobre o futuro.
Mais do que representar espécies ameaçadas, minha intenção é provocar uma reflexão sobre o tempo. As pinturas rupestres são lembranças do passado; minha obra questiona se estamos, sem perceber, produzindo os registros arqueológicos do futuro. Espero que essa narrativa desperte um sentimento de pertencimento e responsabilidade, lembrando que a preservação da fauna depende das escolhas que fazemos hoje.
Jane Ribeiro 's Bio': Sou Jane Ribeiro, tatuadora, artista visual e estudante de Artes Visuais. Minha trajetória começou pelo desenho e evoluiu para a tatuagem, linguagem na qual desenvolvo um trabalho autoral.
Minha produção transita entre o neotradicional, o blackwork e a ilustração, sempre buscando transformar imagens em histórias. Gosto de explorar como a arte pode despertar memória, pertencimento e reflexão, aproximando o público de temas ambientais e culturais. Estudo neurociência na percepção visual, para agregar ainda mais nos meus estudos como artista.
Na Jaguar Parade, apresento uma onça-pintada cuja pelagem é formada por pinturas rupestres de espécies extintas. A obra estabelece um diálogo entre os primeiros registros da humanidade assim como os primeiros registros da arte na história e os desafios atuais da conservação, propondo uma reflexão sobre nossa responsabilidade em preservar a biodiversidade para que esses animais não existam apenas como vestígios da história.
Materiais necessários: Tinta spray laranja amarelado
Tinta acrilica Vermelho Ferrari
Tinta acrílica camurça
Tinta acrílica rústico
Tinta acrílica preto
Tinta acrílica branca
Pincéis variados