Inspiração: Esta obra nasce da fusão entre o caboclofuturismo e os grafismos ancestrais marajoaras, ressignificados através da linguagem urbana. A onça, símbolo de força, espiritualidade e resistência amazônica, é transformada em uma entidade guardiã do tempo e do território, revestida com espirais, traços e cores que remetem às cerâmicas do Marajó e à cosmovisão indígena-cabocla. Ela carrega consigo o passado mitológico, o presente de luta e o futuro imaginado por artistas que sonham mundos de cura, memória e encantaria. Onde cada cor tem seu significado, conectando as cores ao universo simbólico da obra:
• A Flora Brasileira, a Mata Verde e a Samambaia revelam a selva viva onde ela habita.
• A Cerâmica Vermelha, a cor Aldeia Indígena e Meu Caminho evocam o barro, a terra e os povos originários do Marajó.
• As tonalidades Mitos e Lendas, Noite Escura e Mergulho Profundo remetem ao mundo invisível, espiritual e encantado onde a onça é também entidade.
• Serenata ao Luar e Farinha de Biju iluminam seus traços com o toque delicado do luar e da vida cotidiana.
A onça é um símbolo de força e mística. Com essa pintura, ela se torna linguagem viva: uma grafia ancestral em movimento.
Cely Feliz Arikem's Bio': Cely Feliz Arikem é artista visual, grafiteira e pesquisadora amazônida, cuja obra se enraíza na retomada de sua ancestralidade Arikém, etnia tupi considerada extinta. Sua prática artística se manifesta no cruzamento entre a arte urbana e a cosmologia indígena-cabocla, criando uma poética visual própria que ela denomina Caboclofuturismo.
Com formação em artes visuais e trajetória marcada por exposições e intervenções em muros da Amazônia, Cely transforma o graffiti em grafia ancestral, incorporando símbolos, encantarias, pajelanças e narrativas invisibilizadas. Seus murais são oráculos urbanos que evocam memórias do território, o poder feminino e o espírito das florestas.
Atua também como educadora e articuladora cultural, promovendo oficinas e projetos que dialogam com sustentabilidade, identidade e direitos dos povos originários nas periferias e centros urbanos.
Materiais necessários: Cores da coral: samambaia verde, lança de São Jorge, Farinha de biju, cerâmica vermelha, noite escura, mergulho profundo, meu caminho, mitos e lendas, serenata ao luar, flora brasileira, mata verde, aldeia indígena.
Sprays para acabamento em traços e camadas translúcidas:
• Verde oliva
• Bronze metálico
• Branco perolado
• Materiais auxiliares:
• Pincéis finos e médios
• Pincel de filete para grafismos
• Caneta posca para detalhes e contornos.